30.11.07
Pérolas, Maré vermelha
O cavaleiro errante
La Sainte Chapelle
Literatura comparada
28.11.07
Museus aos domingos
Enfim, no mar de museus de Paris, uma lista com alguns dos que abrirão gratuitamente no próximo primeiro domingo do mês, e nos seguintes. Sabendo-se que o menos de 26 anos daqui (no caso de Livia) exclui os 26, e que a minha carteira de professor e pesquisador nem sempre parece convincente aos bilheteiros dos museus, capazes de expressões faciais estranhas (como puderam constatar Nádia e Kátia), vamos a ela: Musée du Louvre, Musée national d'art moderne (Centre Pompidou), Musée de l'Orangerie, Musée Picasso, Musée du Moyen Âge (Thermes de Cluny), Musée Delacroix, Musée d'Orsay, Musée Rodin, Musée Gustave Moreau, Musée des Arts d'Afrique et d'Océanie e Musée des Arts asiatiques-Guimet. Em torno de Paris há também outros museus: Musée de Versailles et de Trianon, Musée des Antiquités nationales, Musée des Granges de Port-Royal, Musée du château de Fontainebleau, Musée des châteaux de Malmaison et Bois-Préau Malmaison, dentre outros. A lista completa está aqui, sobre a qual não tive tempo de colocar o link para as páginas internet. A imagem ao lado é a Salomé dançando da coleção do Museu Gustave Moreau, que pretendemos talvez visitar nesta semana.
27.11.07
Doença
26.11.07
Paris, de 1 a 3 dias
Depois que Ann se foi, numa visita tão rápida que nem tivemos tempo de fotografá-la, foi a vez da chegada de Kátia, que se juntou a Nádia. Se esta levou três dias exaustivos para conhecer Paris, com caminhadas, passeios de metrô e de ônibus, Kátia vapt-vupt levou um dia, e ainda tentou convencer o Pablo a gravar um depoimento para certa formatura de alunos queridos. As duas fizeram tudo a que tinham direito: satisfação da gula no Chez Maurice, passeio pelo Quartier Latin e a Notre Dame, susto com o Panteón, compra de queijos na rue Mouffetard, visita ao Louvre, escalada ao Sacre Coeur com pausa no decepcionante mas ainda assim “bonito de fotos” Moulin Rouge. No Boulevard Haussman, "momento beleza" na Printemps e descoberta da vista noturna de Paris a partir de seu último andar, além da cúpula da Galerie Lafayette. E não é tudo: Sainte Chapelle, Conciergerie, espiada no Marrais e almoço em frente ao Sena (não sem perigo para os rins), sol de fim de tarde no Jardin de Luxembourg, peculiar deambulação de Kátia pela Saint Sulpice, vista do Arco do Triunfo e marcha atlética pelos Champs-Élysées!
Duas notícias
24.11.07
Preocupações, Diplô
22.11.07
Greves, visita
20.11.07
Outras fontes
Bibliotecas
19.11.07
Ainda a greve
18.11.07
Diabolus en musica
16.11.07
Guia prático Vélib
Depois que o Pablo levou quase uma hora caminhando para fazer sua consulta de seguro de saúde, decidimos nos render à Vélib, idéia, diga-se de passagem, nada original em tempos de greve (150 mil empréstimos só no dia 14 de novembro). Antes de conseguir nossas bicicletas, passamos por 3 estacionamentos: um com fila para fazer a assinatura, outro com bicicletas insuficientes considerando-se a fila antes de nós, outro sem bicicletas mesmo! Na página web a coisa, apesar de simpática, parece bem complicada: regras de trânsito e possibilidades de multa, autorização indispensável de 150€ para caso você faça alguma coisa errada (quebrar a bicicleta ou não devolvê-la em 24 horas), cobrança de 1€ pela primeira meia hora suplementar, 2€ pela segunda, 4€ pela terceira, etc. Na prática, decide-se o uso da Vélib por 1 ou 7 dias (a assinatura de uma ano é outra história, feita pelo correio e tudo o mais), paga-se 1€, 5€ (ou 29€ no caso de 1 ano) e pronto. O único problema é que a gente se anima tanto que sai pedalando sem medir até onde as pernas agüentam. Jeito ótimo de deixar os carros parados nos congestionamentos para trás e conhecer muitas ruas da cidade a que guias turísticos certamente não nos conduziriam. Ah!, é bom lembrar, em 30 minutos anda-se em média 3 a 4 km numa cidade plana como Paris, parando nos semáforos, esperando os pedestres, etc. Fizemos, passeios de ida e volta, 6 km, numa temperatura, a propósito, não muito agradável: 3 graus.
Diálogo sobre a greve
- Bom dia.
- Bom dia. Liguei porque ontem eu estava assistindo ao jornal da noite e vi uma coisa que me transtornou.
- Sim.
- Na verdade, era um vídeo que mostrava uma reunião de grevistas.
- A senhora não gosta de rock?
- Não, não é isso. Ontem as pessoas todas caminhando para seu trabalho e esses jovens lá, tirando de nossa cara, das pessoas que estavam sofrendo.
- Você trabalha?
- Não, não trabalho.
15.11.07
Hoje sim
14.11.07
Curiosidade e greve
13.11.07
A pleno vapor
12.11.07
Sem notícias
10.11.07
Rouen (Ruão) passada a limpo
8.11.07
Encontro inesperado
Ontem, depois de um dia de colóquio Heidegger (sobre a noção de vontade) na Maison de la Recherche, resolvemos sentar para um descanso no jardim da Église Saint-Séverin, próximo ao Quartier Latin. Fim de tarde, ameaçando uma garoa fina. Para nossa surpresa, no entanto, eis que encontramos com uma mochila de viagem e uma garrafa de vinho no colo o agora internacionalmente conhecido Mineiro (Fabrício Matheus, foto ao lado). Em sua temporada em Paris, depois de peregrinar por Barcelona, San-Sebastian, Nantes, Bordeaux e rumo a uma viagem longínqüa e incerta, talvez Bruxelas, talvez Cologne, à l'aise, sorridente. Para comemorar a coincidência, fomos tomar uma cidra e comer galettes no simpático pub bretão Ti jos (20 rue Delambre, em Montparnasse), seguindo a pé (mantido o espírito peregrinante!) pelos 2km que levam à Tour-Eiffel.
6.11.07
A moça cortada em dois
La fille coupée en deux (Claude Chabrol, 2007), com Ludivine Saigner, no celular, dividida entre uma paixão por um escritor de best-sellers, François Berland, e por seu rival, o jovem pretendente acima, Benoît Magimel. Trio absolutamente desinteressante: uma apresentadora da previsão metereológica, um escritor célebre mas previsível, e um herdeiro de uma família de Lyon (tolo, excessivo, espécie de Leonardo di Caprio que passou do ponto). Justamente aí, no entanto, o cinema de Chabrol: no mal-estar que nos causam as personagens e circunstâncias absolutamente fúteis. Numa espécie de vazio (a palavra é dita algumas vezes por Ludivine) que envolve cada uma delas e do qual o diretor tira o seu proveito. Como diz bem o Nouvel Observateur, "Dans ce film cochon tout est bon" (o link traz uma entrevista com o cineasta).
5.11.07
A senhora do metrô
4.11.07
2 museus
3.11.07
Basse-Bellevilloise e Comédie Française
1.11.07
Los Muertos y las muertas
No dia de Todos os Santos (Toussaints), Cemitério Père-Lachaise, descanso eterno de muitos depois de terem sido convencidos de que o melhor lugar não era necessariamente dentro ou ao lado das igrejas (costume até o começo do XIX), mas próximos de Molière, Abélard e Héloïse ou de La Fontaine, cujos restos foram sabiamente transportados para ali em 1817. Desse momento em diante, vários ilustres: dos Rothschild a Chopin, de Sarah Bernhardt a Mondigliani, Delacroix e Géricault, passando por Musset, Colette, Michelet, Nerval, Hugo, Balzac, Wilde e Jim Morrison. Jim Morrison? Sim! Andamos feito loucos (sem levar mapas), por escadas, arbustos e túmulos até chegar a uma covinha feia, simples, escondidinha... mas com rosas, velas, fãs (alguns com garrafas de Cinzano) e curiosos. Estranha homenagem ao pai do pablo, Marcos Kilzer, que, imaginávamos, talvez fizesse o mesmo. (O link é para uma entrevista de Erasmo Carlos).



